Não é segredo para ninguém que, às vezes, o pau tora e aí, meu amigo, é um vuco-vuco e o bicho pega para tudo que é lado.
Enfim, vamos direto ao assunto, estive recentemente na residência do compatriota Adriano Speedfire, onde pude notar sob sua cama com lençol do Ayrton Senna, a aclamada obra Deus, um Delírio do biólogo Richard Dawkins, um hype do movimento “não estou nem aí pra Ele”.
Que a temática do ateísmo sempre esteve presente em nossas rodas de rolemã de conversa, não é novidade para ninguém. No entanto, o fato registrado acima apenas suscita o óbvio: uma tendência clara de que, a ala dos ateus do blog cada vez mais se arma com teorias, bibliografias e respostas rápidas, enquanto que o grupo cristão dominante fecha os olhos para o crescimento desse tipo de manifestação.
Preocupa?
Preocupa.
Mas, fazer o que, né? Especialistas afirmam que trata-se de algo esperado, principalmente no pós-atentados 11 de Setembro, ocasião em que o islamismo passou a ser mundialmente explorado como “corrente do mal”, entre outros rótulos, que cada vez mais as pessoas se apeguem a filosofias anti-religiosas.
O próprio César Menotti, da dupla sertaneja César Menotti & Fabiano, trata o assunto de maneira explícita. “Essa saudade gosto de fel/ a mágoa chega e não tem jeito/ porque eu amo Coromandel”, reforça.
A partir daí, uma obra sobre o ateísmo, pelo menos nos dias de hoje, se legitima pelo viés sinistro totalizante (MENOTTI: 308,309) que vem a ser registrado no cotidiano.
Em tempo, para a ala cristã do blog, reforçamos que na próxima semana, durante o carnaval, haverá retiro espiritual e vigília. Ah! E haverá novena também. Mais informações na Diocese de Jaboticabal.

Coromandel é coisa do demo?
É que eu adoro… mas minha religião não permite.
“um obra sobre ateísmo se legitima pelo viés sinistro totalizante que vem a ser registrado no cotidiano”
Falho em ver a ligação. Por favor explique.
grato,
Alexandre
O livro do Dawkins é bom, mas tem dois grande defeitos.
1o – ele é muito repetitivo em alguns aspectos ( exemplo, citar que não se deve chamar crianças católicas, crianças judias, afinal ninguem chama crianças neolibrais, etc…)
2o – ele abusou do senso de humor. Como é um assunto muito sério, ele podia ter sido menos exagerado nos trocadilhos e piadinhas, até porque Religião é uma crueldade sem limites e não dá pra ficar fazendo gracinhas disso o tempo todo.
Aconselho a quem tiver gostado do livro (ou ficado curioso), ler o livro do Jornalista e correspondente britanico Christopher Hitchens, o livro é “Deus não é grande”, O texto é muito mais informativo, com menos gracinhas e muito mais incisivo nas argumentações.
catolicos, evangelicos, mórmons e afins, ACORDEM!!!! O Céu é só uma promessa… e não será cumprida.
Felizmente pros crentes, ninguem ficará decepcionado quando não chegar em céu algum, porque gente morta não sente, não vê e não se decepciona!!